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Bem vindo ao Blog | NeuropsiOnline Onde a Mudança acontece, todos os artigos aqui publicados são de leitura gratuita, então sinta-se à vontade para ler e compartilhar!
SAIA DA MATRIX
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A Máscara e o Vazio: Quem Somos Quando Ninguém Está Olhando?
Ela chegou ao consultório com o olhar perdido, como se buscasse algo que não sabia nomear. Sentou-se, ficou em silêncio por um longo minuto, e então disse: "Doutor, estou cansada. Cansada de ser quem os outros esperam que eu seja. Em casa, sou a filha obediente. No trabalho, a profissional competente. Com os amigos, a engraçada. Com meu namorado, a parceira compreensiva. Mas, quando estou sozinha, no escuro do quarto, e todas essas máscaras caem... não sobra ninguém. É como s

Dr° Adilson Reichert
24 de jun.15 min de leitura


Tudo Posso, Mas Nem Tudo Me Convém: A Liberdade que Assusta, o Limite que Liberta e o Sentido que se Constrói na Escolha
Uma Jornada pela Fronteira entre o Desejo e o Dever, o Possível e o Pertinente, a Vontade e o Vazio
Há uma cena que se repete em meu consultório com uma frequência que já não me causa espanto, apenas uma tristeza serena. Um jovem de vinte e poucos anos, inteligente, saudável, com recursos financeiros e uma família que o apoia, senta-se à minha frente e diz: "Doutor, eu posso fazer qualquer coisa. Literalmente qualquer coisa. Posso cursar qualquer faculdade, viajar para qualqu

Dr° Adilson Reichert
22 de jun.16 min de leitura


O Turbilhão e a Clareza: Por Que Decidimos Mal Quando a Mente Ferve e Como a Calma Restaura o Discernimento
Há uma cena que se repete em meu consultório com uma frequência que já não me surpreende. Um homem de quarenta e poucos anos, executivo bem-sucedido, chega com o rosto marcado pela culpa. "Doutor, eu destruí minha família. Na sexta‑feira, depois de um dia horrível no trabalho, cheguei em casa e encontrei a mesa do jantar bagunçada. Minha esposa estava no sofá, descansando. Eu explodi. Gritei, joguei um prato no chão, disse coisas que não penso. Ela pegou as crianças e foi par

Dr° Adilson Reichert
19 de jun.16 min de leitura


O Mestre da Elasticidade Clínica: Um Mapa Mental para Aprender e Praticar a Clínica de Sándor Ferenczi
Há cenas na história da psicoterapia que merecem ser recontadas como rituais de iniciação. Uma delas aconteceu em Budapeste, por volta de 1928, no consultório de Sándor Ferenczi. Uma paciente — chamemo‑la de Elisabeth — não conseguia avançar. Por anos, repetia os mesmos padrões: idealizava o analista, depois o odiava; sentia‑se curada, depois desmoronava. Ferenczi tentara interpretações clássicas, silêncio, neutralidade. Nada funcionava.

Dr° Adilson Reichert
15 de jun.15 min de leitura


Richard Feynman: O Mago que Nos Ensinou a Pensar com as Próprias Mãos
Há uma fotografia que circula nos corredores do Instituto de Tecnologia da Califórnia — Caltech. Nela, um homem de meia-idade, de expressão travessa, debruça-se sobre um quadro-negro coberto de equações. Na parte inferior, com uma letra que parece quase infantil, ele escreveu: "What I cannot create, I do not understand". "Aquilo que não posso criar, não compreendo." Quando Richard Feynman morreu, em 1988, aquela frase ainda estava lá, como um testamento involuntário de toda u

Dr° Adilson Reichert
11 de jun.20 min de leitura


O Preço do Vazio: Quando o Consumo Compensa a Falta de Afeto
A cena se repete em meu consultório com uma precisão que beira o clínico. Uma mulher de quarenta anos, executiva bem-sucedida, chega com os olhos marejados. "Doutor, não entendo. Tenho um bom salário, moro num apartamento bonito, viajo para o exterior. Mas estou com o cheque especial estourado, três cartões de crédito no limite e uma sensação horrível de que nada disso preenche o que falta. Toda vez que me sinto sozinha, vou ao shopping. Compro uma bolsa, um sapato, um creme.

Dr° Adilson Reichert
9 de jun.16 min de leitura


A Engenharia da Calma: Oito Estratégias Psicoterapêuticas para Desarmar a Preocupação
Há uma cena que se repete em meu consultório com uma precisão quase matemática. Um paciente senta-se, respira fundo e diz: "Doutor, eu não consigo parar de pensar. Minha cabeça é uma fábrica de preocupações. Acordo pensando no que pode dar errado no trabalho. Vou almoçar pensando no que meu parceiro quis dizer com aquele olhar. Tento dormir, e minha mente começa a ensaiar catástrofes que ainda não aconteceram. É como se houvesse um roteirista neurótico dentro de mim, escreven

Dr° Adilson Reichert
6 de jun.19 min de leitura


O Escudo e a Prisão: Uma Jornada pelos Mecanismos de Defesa – Como nos Protegemos, Como nos Enganamos e Como Podemos, enfim, nos Libertar
Ela chegou ao consultório com uma queixa que se repetia há anos: "Doutor, todo relacionamento que começa bem termina do mesmo jeito. Eu me apaixono, entrego tudo, e de repente sinto que vou ser abandonada. Então, antes que ele me deixe, eu saio correndo. Bloqueio, sumo, finjo que nunca existiu. No começo, sinto um alívio enorme. Mas depois... só sobra o vazio. Por que eu faço isso?"

Dr° Adilson Reichert
4 de jun.17 min de leitura


Erich Fromm: O Humanista Radical entre Marx e Freud — Uma Psicanálise para a Sociedade Doente e o Preço da Liberdade
Há uma cena que nunca aconteceu, mas que condensa o espírito de Erich Fromm como nenhuma outra. Imagino-o jovem, nos agitados anos 1920 em Frankfurt, sentado em uma escrivaninha modesta com dois livros abertos diante de si: de um lado, O Capital de Karl Marx; do outro, A Interpretação dos Sonhos de Sigmund Freud. À sua volta, o mundo desmoronava: a hiperinflação da República de Weimar, o ódio nacionalista que se tornava histeria coletiva, o medo que abria alas para o monstro.

Dr° Adilson Reichert
3 de jun.22 min de leitura


O Dilema da Gaveta: Por Que Buscamos a Diferença, Tememos o Estranho, Nos Sufocamos em Padrões e Mesmo Assim Ansiarmos por Pertencer
Há uma cena que se repete em meu consultório com uma frequência que beira o universal. Um paciente chega, senta-se, e após os primeiros minutos de silêncio, desabafa: "Doutor, eu me esforço tanto para ser como os outros. Mudo meu jeito de falar, de vestir, de pensar. Finjo que gosto do que eles gostam. E ainda assim... ainda assim sinto que não pertenço. É como se houvesse uma gaveta com meu nome, mas eu sou grande demais para caber nela — ou pequeno demais, ou torto demais.

Dr° Adilson Reichert
31 de mai.17 min de leitura


Sándor Ferenczi: O Apóstolo Proibido do Trauma, a Elasticidade do Cuidado e a Clínica da Honestidade Radical
Há corpos teóricos que envelhecem como vinho: aprimoram-se na adega do tempo. Há outros que são enterrados vivos por heresia, apenas para ressurgirem séculos depois como fantasmas que assombram a ortodoxia com sua verdade incômoda. Sándor Ferenczi (1873–1933) pertence a esta segunda espécie. Ele foi o mais querido dos discípulos de Freud, o irmão mais criativo, o experimentador audacioso que ousou amar seus pacientes demasiado — ou, como ele próprio diria, que ousou escutá-lo

Dr° Adilson Reichert
28 de mai.14 min de leitura


O Padrão Oculto da História: Ibn Khaldun, a Coesão Social e a Saúde Biopsicossocial dos Povos
No século XIV, enquanto a Europa medieval ainda engatinhava em direção ao Renascimento, um sábio do norte da África lançava as bases de uma ciência que só seria redescoberta no Ocidente quinhentos anos depois. Ibn Khaldun (1332–1406), nascido em Túnis, na atual Tunísia, foi diplomata, juiz, conselheiro de sultões e, sobretudo, um observador genial da natureza humana. Sua obra-prima, a Muqaddimah ("Introdução" à sua monumental História Universal), é considerada por muitos hist

Dr° Adilson Reichert
28 de mai.13 min de leitura


Morfeu: O Deus que Molda os Sonhos e a Necessidade Humana de Sonhar com o Futuro
No panteão da mitologia grega, poucas figuras são tão enigmáticas e, ao mesmo tempo, tão próximas da experiência humana quanto Morfeu (Μορφεύς). Ele não governa raios como Zeus, não comanda os mares como Poseidon, não rege os mortos como Hades. Seu domínio é mais sutil e, talvez por isso, mais aterrorizante: ele é o deus que dá forma aos sonhos. Seu nome, derivado do grego morphē (μορφή), significa precisamente "forma" ou "figura". Morfeu é aquele que molda o informe, que dá

Dr° Adilson Reichert
25 de mai.18 min de leitura


O Método A3 da Toyota: A Sabedoria que Cabe em uma Folha de Papel e a Psicologia da Clareza
No mundo frenético dos negócios e da vida moderna, existe uma máxima implícita de que problemas complexos exigem respostas igualmente volumosas. Relatórios de centenas de páginas, reuniões intermináveis e uma infinidade de e-mails são frequentemente confundidos com trabalho produtivo. No entanto, nos corredores silenciosos e metódicos das fábricas da Toyota, uma revolução foi gestada no final do século XX: a convicção de que a clareza é filha da concisão. Sob a liderança de T

Dr° Adilson Reichert
23 de mai.14 min de leitura


O Triunfo e a Ruína da Vontade Coletiva: Lições de Péricles, Platão, Tucídides e Aristóteles para a Crise da Democracia Contemporânea
Imaginemos Atenas no seu esplendor, por volta de 430 a.C. Não um aglomerado de ruínas silenciosas que hoje visitamos, mas um organismo vivo, fervilhante. Na Ágora, o coração pulsante da cidade, cidadãos comuns debatem os destinos da guerra e da paz com a mesma paixão com que discutem o preço do azeite ou a última peça de Sófocles. A voz de um simples artesão tem, em teoria, o mesmo peso que a de um aristocrata. Esta é a imagem da democracia no seu berço, uma experiência tão r

Dr° Adilson Reichert
21 de mai.10 min de leitura


O Inferno de Dante: Cartografia da Alma Humana e do Mal-Estar Social
A jornada que se inicia nas páginas que seguem é um convite a uma travessia muito particular. Não se trata de uma viagem pelos círculos de fogo e gelo imaginados por Dante Alighieri no século XIV, mas de uma peregrinação por um território igualmente profundo, tortuoso e revelador: o nosso próprio mundo interior. Prepare-se para descobrir que o mapa do Inferno descrito na Divina Comédia é, na verdade, uma das mais precisas e antigas cartografias da alma humana já desenhadas.

Dr° Adilson Reichert
19 de mai.16 min de leitura


O Profeta do Cosmos: Arthur C. Clarke, a Ciência como Imaginação e a Reinvenção do Destino Humano
Em outubro de 1945, um jovem oficial da Força Aérea Real Britânica, recém-saído do esforço de guerra como instrutor de radar, publicou um artigo técnico de quatro páginas na revista Wireless World. Intitulado "Extra-Terrestrial Relays — Can Rocket Stations Give World-wide Radio Coverage?", o texto era acompanhado de diagramas, equações de mecânica orbital e uma proposta que, à época, beirava o absurdo:

Dr° Adilson Reichert
16 de mai.23 min de leitura


A Ordem Oculta no Caos: Jakob Bernoulli, a Lei dos Grandes Números e a Matemática da Sorte e do Azar Social
Imagine um mundo onde cada evento — uma doença fulminante, uma colheita perdida, um raio que destrói uma casa, uma sequência de derrotas no jogo de dados — fosse interpretado não como um fenômeno natural com uma causa específica, mas como um sinal, um presságio, um ato da vontade divina. Durante a maior parte da história humana, foi exatamente assim que pensamos. As epidemias não eram atribuídas à propagação de vírus ou bactérias, mas à ira dos deuses ou à punição pelos pecad

Dr° Adilson Reichert
14 de mai.23 min de leitura


Além da Pirâmide: Abraham Maslow, a Autotranscendência e a Busca por uma Psicologia da Plenitude para os Dias Atuais
Era 1941. O mundo ardia em guerra. As notícias do ataque a Pearl Harbor abalavam os Estados Unidos, e um psicólogo de 33 anos dirigia seu carro quando uma visão o arrebatou: imaginou pessoas sentadas ao redor de uma mesa, falando sobre "a natureza humana, o ódio, a guerra e a paz, e a fraternidade".

Dr° Adilson Reichert
12 de mai.19 min de leitura


A Evolução da Consciência através de Dhyana, Samadhi, Kenshô e Satori: Uma Cartografia da Jornada Interior e suas Ressonâncias Biopsicossociais
Há um momento, na quietude da meditação ou no fragor da vida cotidiana, em que algo se desloca. A mente, usualmente dispersa em mil pensamentos como um bando de pássaros assustados, de repente se aquieta. É como se uma poeira assentasse, revelando a superfície límpida de um lago que sempre esteve ali, mas que a agitação das ondas impedia de ver. Esse momento — que pode durar um instante ou uma eternidade — é o coração de uma jornada que as tradições contemplativas do Oriente

Dr° Adilson Reichert
8 de mai.18 min de leitura
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