A Máquina de Fazer Pombos: Skinner, a Morte do Eu Interior e a Fábrica de Superstições Chamada Religião
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Como a Caixa de Skinner Revelou que o Comportamento Humano é uma Equação Ambiental e a Busca por uma Alma Eterna, um Reforço Acidental
Há uma cena que se repete em todos os laboratórios da alma. Um pombo, dentro de uma caixa, bicando freneticamente uma alavanca. A comida chega em intervalos aleatórios, independentemente do que o animal faz. Mas o pombo não sabe disso. Ele associa o movimento que acabou de fazer — uma batida de asa, um giro, um movimento de cabeça — à chegada do alimento. E repete o gesto, como se tivesse descoberto a chave do universo. O pombo tornou-se supersticioso.
Burrhus Frederic Skinner, o pai do behaviorismo radical, olhou para o pombo supersticioso e viu, nele, um espelho da humanidade. As religiões, as crenças, a busca por uma alma imortal, a ilusão de um "eu" interior que governa as ações — tudo isso, para Skinner, não passava de comportamentos supersticiosos, acidentalmente reforçados por contingências ambientais que não compreendemos.
Este artigo é uma travessia pelo universo skinneriano. Com a bússola da filosofia da ciência, da psicologia experimental e da crítica cultural, exploraremos:
O behaviorismo radical e a recusa de Skinner em explicar o comportamento por entidades internas, como a mente ou a alma.
A "Caixa de Skinner" e o condicionamento operante — como o comportamento é moldado por suas consequências.
A visão skinneriana da religião como comportamento supersticioso, moldado por reforços acidentais e contingências de sobrevivência.
A crítica radical ao "eu interior" — por que Skinner negava a existência de uma alma ou de um self iniciador de ações.
As consequências práticas e éticas do abandono da noção de "eu" para a psicologia, a educação e a sociedade.
Parte I: O Behaviorismo Radical — Uma Ciência sem Alma
1.1 A Recusa do Mentalismo
Skinner propôs uma psicologia radicalmente diferente da que dominava seu tempo. Para ele, o comportamento humano não deveria ser explicado por referência a estados internos — pensamentos, sentimentos, vontades, ou, pior, uma "alma" imaterial. Em vez disso, a psicologia deveria ser a ciência do comportamento observável, moldado por sua interação com o ambiente.
Skinner chamou sua abordagem de behaviorismo radical — "radical" não no sentido político, mas no sentido de "raiz": ele queria ir à raiz do comportamento, que para ele estava no ambiente, não na mente. O behaviorismo radical não nega a existência de sentimentos ou pensamentos; o que ele nega é que esses eventos privados tenham status causal. Eles são comportamentos, não causas.
"O que o Behaviorismo skinneriano e a Filosofia de Ryle negam é a existência de um 'eu interior' iniciador das ações ou de uma mente imaterial, que governa as ações humanas."
1.2 O Determinismo e a Ilusão do Livre-Arbítrio
Se o comportamento é moldado pelo ambiente, então a noção de livre-arbítrio — a ideia de que somos agentes autônomos capazes de escolher nossas ações — é uma ilusão. Skinner argumentava que "se o homem é livre, então a tecnologia do comportamento é impossível". Em seu livro controverso Para Além da Liberdade e da Dignidade (1971), ele afirmou que precisamos abandonar os "ideais falsos" de liberdade e dignidade, originados no Iluminismo e perpetuados por uma concepção mentalista das pessoas.
O comportamento é determinado. Não por um destino metafísico, mas por contingências ambientais — por aquilo que, no passado, reforçou ou puniu nossas ações. A liberdade, para Skinner, não é a ausência de determinação, mas a possibilidade de projetar contingências que favoreçam comportamentos benéficos para o indivíduo e para a cultura.
Parte II: A Caixa de Skinner e o Condicionamento Operante — O Laboratório do Comportamento
2.1 O Aparato que Revelou a Lei do Efeito
A Caixa de Skinner (ou câmara de condicionamento operante) é um dos aparatos mais famosos da história da psicologia. Criada para estudar o comportamento animal, a caixa era um ambiente controlado com uma alavanca que, quando pressionada, liberava comida — ou, em algumas versões, um choque elétrico. O animal (um rato ou um pombo) aprendia, por tentativa e erro, que pressionar a alavanca produzia uma consequência.
O que Skinner descobriu com esse aparato foi a lei do efeito: comportamentos seguidos de consequências agradáveis tendem a se repetir; comportamentos seguidos de consequências desagradáveis tendem a ser evitados. Mas Skinner foi além de Thorndike: ele introduziu o conceito de reforço — uma consequência que fortalece a probabilidade de um comportamento se repetir.
2.2 Os Esquemas de Reforço e o Comportamento Supersticioso
Uma das descobertas mais importantes de Skinner foi que os reforços intermitentes — que não ocorrem toda vez que o comportamento é emitido, mas em intervalos aleatórios — geram comportamentos mais duradouros do que os reforços contínuos. Essa descoberta o levou a uma conclusão perturbadora: quando um reforço é administrado aleatoriamente, o organismo pode desenvolver comportamentos "supersticiosos", acreditando que há uma relação causal entre o que fez e a recompensa.
No famoso experimento de 1948, Skinner observou pombos que recebiam comida em intervalos fixos, independentemente do que fizessem. Os pombos desenvolveram comportamentos estranhos e estereotipados — girar, balançar a cabeça, bater as asas — como se esses gestos "causassem" a chegada da comida. Skinner concluiu que os pombos haviam se tornado supersticiosos: comportavam-se "como se houvesse uma relação causal entre seu comportamento e a apresentação do alimento".
Parte III: A Religião como Comportamento Supersticioso
3.1 A Superstição do Pombo Aplicada à Humanidade
Para Skinner, o que acontecia com os pombos na caixa era exatamente o que acontecia com os seres humanos nas igrejas, mesquitas e templos. As práticas religiosas, escreveu Skinner, são, em sua maioria, comportamentos supersticiosos aprendidos. Os fiéis acreditam que há uma relação causal entre suas ações (rezas, rituais, oferendas) e as consequências desejadas (salvação, cura, prosperidade) — uma relação que, na maior parte das vezes, é apenas uma coincidência.
Skinner argumentava que a criação de um Deus onisciente e a promessa de céu e inferno são "consequências particularmente fortes" que controlam o comportamento. A ameaça de punição eterna e a promessa de recompensa eterna são reforçadores poderosos que mantêm os fiéis em conformidade com as regras religiosas. Como observa um estudo, "os estímulos aversivos e reforçadores do 'pós vida' tendem a ser muito mais poderosos (além de geralmente eternos) do que qualquer" outro estímulo disponível.
3.2 A Conversão como Reforço Negativo
A adesão à religião, para Skinner, pode ser explicada pelo reforçamento negativo: a remoção de um estímulo aversivo. Uma pessoa que está passando por dificuldades — discórdias familiares, problemas financeiros, sofrimento emocional — pode se converter a uma religião e, por coincidência, experimentar uma melhora em sua situação. A melhora funciona como um reforço, e a conversão é repetida — mesmo que não haja uma relação causal real entre a conversão e a melhora.
"Essa forma de contingência, através do reforçamento acidental, é, aliás, a forma de controle, senão a mais utilizada, a mais característica das instituições religiosas."
3.3 A Crítica à Visão Skinneiana da Religião
A visão de Skinner sobre a religião não é isenta de críticas. Muitos estudiosos argumentam que a religião é um fenômeno muito mais complexo do que a superstição simples, envolvendo dimensões sociais, culturais, cognitivas e emocionais que não podem ser reduzidas a contingências de reforço. A religião, para muitos, não é apenas um comportamento supersticioso, mas um sistema de significado que responde a necessidades existenciais profundas.
Além disso, a teoria de Skinner tem sido criticada por não explicar adequadamente a transmissão cultural da religião. A principal razão pela qual uma pessoa se torna religiosa, argumentam os críticos, é a cultura em que foi criada — os pais, a comunidade, a tradição — e não simplesmente a tentativa de evitar algo desagradável.
Parte IV: O Abandono do "Eu Interior" — Skinner e a Crítica ao Self Essencialista
4.1 O "Eu" como Repertório Verbal
Para Skinner, o "eu" não é uma entidade que existe dentro da pessoa, mas um repertório verbal — um conjunto de comportamentos linguísticos que descrevem o próprio corpo e o próprio comportamento. Em outras palavras, o "eu" não é algo que é; é algo que dizemos sobre nós mesmos. Não há um "eu" preexistente ao comportamento verbal; o "eu" emerge das contingências sociais que nos ensinam a falar sobre nós mesmos.
"O autoconhecimento é de origem social e que, portanto, diferentes comunidades geram diferentes tipos e/ou grau de conhecimento."
4.2 A Morte do "Eu Iniciador" e a Crítica ao Mentalismo
Skinner, seguindo o filósofo Gilbert Ryle, rejeitou a noção de um "eu interior" que inicia ações. Não há um "fantasma na máquina" — uma mente imaterial que governa o corpo. As ações humanas são iniciadas por contingências ambientais, não por uma vontade interna. Quando acreditamos que "nós" escolhemos fazer algo, estamos, na verdade, descrevendo o efeito de variáveis das quais não temos consciência.
Essa visão tem consequências profundas para a psicologia, a filosofia e a ética. Se não há um "eu" que possa ser responsabilizado por suas ações, então as noções tradicionais de culpa, mérito e responsabilidade precisam ser reavaliadas. Skinner não negava a subjetividade, a consciência ou a liberdade; o que ele negava era a existência de um "eu" que fosse a fonte dessas experiências.
4.3 O Self e o Controle Comportamental
Para Skinner, o "autoconhecimento" não é um mergulho na interioridade, mas um produto de contingências sociais. A comunidade verbal nos ensina a descrever nosso próprio comportamento — e é essa descrição que cria a ilusão de um "eu" separado. O "eu" não é uma essência que conhece; é um repertório que é conhecido.
Skinner reconhecia que o controle do comportamento pode ser exercido de duas maneiras: pelo ambiente externo e pelo próprio indivíduo (autocontrole). Mas o autocontrole, para ele, não é a vitória de uma vontade interna sobre impulsos; é a ação de uma parte do organismo (o controlador) sobre outra (o controlado). O controlador, por sua vez, é moldado por contingências sociais.
Parte V: As Críticas ao Behaviorismo Radical — O que Skinner não Explicou
5.1 A Acusação de Vacuidade e Maleabilidade
O behaviorismo radical de Skinner tem sido alvo de críticas severas. Duas das principais objeções são a maleabilidade e a vacuidade do homem. Os críticos argumentam que, ao reduzir o homem a um produto de contingências ambientais, Skinner elimina a possibilidade de uma natureza humana estável e a torna infinitamente moldável — e, portanto, vazia.
Outra crítica comum é que o behaviorismo radical não pode justificar seus próprios valores. Se tudo é produto de contingências, então a própria defesa do behaviorismo radical é apenas mais um comportamento moldado pelo ambiente — e não há razão para preferi-lo a qualquer outra visão de mundo.
5.2 O Problema da Mente e da Consciência
Skinner foi acusado de eliminar a mente de sua explicação do comportamento. Embora ele afirmasse que eventos privados existem, ele os tratava como comportamentos que não têm status causal. Os críticos argumentam que isso é uma forma de eliminativismo — a negação da realidade da consciência.
No entanto, alguns estudiosos argumentam que é possível defender a existência de uma "mente relacional" no behaviorismo radical — uma mente que não é uma substância, mas um conjunto de relações entre o organismo e o ambiente.
5.3 O Behaviorismo Radical e a Ética
Skinner acreditava que a ciência do comportamento poderia ser também uma ciência dos valores. O valor fundamental que orienta sua ética é a sobrevivência da cultura. Para Skinner, uma cultura que promove comportamentos que garantem sua própria sobrevivência é uma cultura "boa".
Essa visão tem sido criticada por seu utilitarismo e por sua aparente indiferença aos direitos individuais. Se a sobrevivência da cultura é o valor supremo, então o indivíduo pode ser sacrificado em nome do coletivo. A liberdade e a dignidade, para Skinner, são obstáculos a serem superados, não valores a serem preservados.
Conclusão: O Pombo, o Self e a Superstição — o Legado de Skinner
A visão de Skinner sobre o comportamento humano é radical, perturbadora e, em muitos aspectos, profética. Ao negar a existência de um "eu interior" e ao explicar a religião como um comportamento supersticioso, Skinner nos forçou a encarar uma questão desconfortável: até que ponto nossas crenças mais profundas — inclusive a crença em nossa própria alma — são produtos de contingências ambientais que não compreendemos?
Skinner não nos deixou respostas fáceis. Ele nos deixou perguntas: Se o "eu" é uma construção verbal, quem é o "eu" que pergunta? Se a religião é uma superstição, o que resta quando a superstição é desfeita? Se a liberdade é uma ilusão, como podemos viver com dignidade?
O behaviorismo radical de Skinner não é uma filosofia de desespero. É uma filosofia de engenharia — a crença de que, uma vez compreendidas as contingências que moldam o comportamento, podemos projetar ambientes que promovam o bem-estar humano. Não há alma a ser salva; há comportamentos a serem moldados. Não há livre-arbítrio a ser defendido; há contingências a serem redesenhadas.
A pergunta que Skinner nos lega não é "o que há dentro de mim?", mas "o que há no ambiente que me faz agir assim?". E essa pergunta, mais do que qualquer outra, é o que nos torna capazes de mudar — não porque temos uma alma livre, mas porque podemos projetar um mundo melhor.
Mensagem Final do Dr. Adilson Reichert
Ao longo de décadas de clínica, testemunhei a luta de pacientes que se agarram à ideia de um "eu" fixo — uma essência imutável que determina quem são. "Sou ansioso", dizem. "Sou depressivo", afirmam. "É a minha natureza", concluem. E, ao fazê-lo, fecham a porta para a mudança.
Skinner me ensinou que o "eu" não é uma essência. É um processo. É um repertório de comportamentos moldados por contingências. E, se é moldado, pode ser remoldado. Não há uma alma imutável que nos aprisiona; há hábitos que podem ser desaprendidos, padrões que podem ser quebrados, caminhos que podem ser abertos.
Como Neuropsicanalista, sei que a crença em um eu fixo tem raízes profundas — no medo da morte, no desejo de permanência, na necessidade de identidade. Mas sei também que essas raízes podem ser desenterradas. O autoconhecimento, para Skinner, não é um mergulho na interioridade; é uma análise das contingências que nos moldaram. E essa análise é o primeiro passo para a liberdade — não a liberdade ilusória do livre-arbítrio, mas a liberdade real de escolher ambientes que nos façam bem.
Como Terapeuta Cognitivo-Comportamental, ofereço ferramentas para que meus pacientes possam identificar as contingências que mantêm seus padrões de sofrimento — e desenhar novas contingências que os libertem. A TCC é, em muitos aspectos, uma aplicação prática do behaviorismo radical: não se trata de "descobrir" quem você é, mas de mudar o que você faz.
Como Educador Social, sonho com um mundo onde as crianças aprendam, desde cedo, que o "eu" não é uma essência, mas uma construção. Onde a escola ensine não apenas a ler e escrever, mas a analisar as contingências que moldam o comportamento. Onde a religião seja compreendida como um fenômeno humano — e não como uma verdade absoluta.
Na NeuroPsiOnline, acreditamos que a mudança é possível. Não a mudança que transforma você em outra pessoa, mas a que liberta você para ser quem você pode se tornar — não porque você tem uma alma livre, mas porque você pode projetar um ambiente que o ajude a florescer.
Se você sente o peso de um "eu" fixo que não cabe mais em você — se a crença em uma essência imutável tem sido sua prisão — saiba que não precisa carregar esse peso sozinho.
A psicoterapia é o espaço onde as contingências podem ser analisadas, onde os comportamentos podem ser remodelados, onde a liberdade — a verdadeira liberdade de escolher ambientes que nos façam bem — pode ser conquistada.
Um abraço,
Dr. Adilson Reichert
Neuropsicanalista Clínico, Terapeuta Cognitivo-Comportamental e Educador Social
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Referências
Obras de B. F. Skinner
SKINNER, B. F. The Behavior of Organisms: An Experimental Analysis. Nova York: Appleton-Century-Crofts, 1938.
SKINNER, B. F. Walden Two. Nova York: Macmillan, 1948.
SKINNER, B. F. "Superstition in the pigeon". Journal of Experimental Psychology, 38(2), 168-172, 1948.
SKINNER, B. F. Science and Human Behavior. Nova York: Macmillan, 1953.
SKINNER, B. F. Verbal Behavior. Nova York: Appleton-Century-Crofts, 1957.
SKINNER, B. F. Beyond Freedom and Dignity. Nova York: Alfred A. Knopf, 1971.
SKINNER, B. F. About Behaviorism. Nova York: Alfred A. Knopf, 1974.
SKINNER, B. F. Particulars of My Life. Nova York: Alfred A. Knopf, 1976.
SKINNER, B. F. The Shaping of a Behaviorist. Nova York: Alfred A. Knopf, 1979.
SKINNER, B. F. A Matter of Consequences. Nova York: Alfred A. Knopf, 1983.
Artigos e Capítulos sobre Skinner
"Burrhus Frederic Skinner". In: Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2025.
"Caixa de Skinner". In: Wikipédia, a enciclopédia livre.
MIRANDA, R. L. & CIRINO, S. D. "O Ensino de Matemática e os fundamentos teóricos e metodológicos da aprendizagem". In: Livro 11.
"B. F. Skinner, behaviorista radical, desenvolveu a teoria do condicionamento operante". Revista Fórum, 2025.
Skinner e a Religião
"Religion as Superstition". In: ScienceDirect Topics.
DENNETT, D. C. "Religion as Schedule-Induced Behavior". In: PMC (NCBI), 2006.
"Um diálogo entre um cristão ortodoxo e um behaviorista radical". Psicologia: Ciência e Profissão, SciELO, 2007.
"Skinnerian Criticism of Religion". In: Le Moyne College.
Skinner e o Conceito de Self
"Compreendendo o abandono do 'eu iniciador' em B. F. Skinner a partir das críticas de G. Ryle ao mentalismo tradicional". Acta Comportamentalia, 2012.
"Uma análise do conceito de 'Eu' nos textos de B. F. Skinner". Periodicos UFPA, 2018.
"Ou aspecto divergente em suas concepções analíticas sobre o poder se dá com relação às resistências, como denomina Foucault, ou contracontrole, como designa Skinner". Repositório Unesp.
Críticas ao Behaviorismo Radical
"Fragilidades epistemológicas do antimentalismo e uma possível saída na teoria comportamental da mente". Repositório UFG, 2025.
"Acusações de que o Comportamentalismo Radical destrói ideias como as de liberdade e dignidade são comuns". Periodicos UFRN.
"Equilíbrio entre bens como valor fundamental em B. F. Skinner". Periodicos UFPA, 2025.

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