A Muleta que Fala: Por que nos Rotulamos como Autistas sem Ser — Uma Análise Psicossocial da Busca por Pertencimento
- Dr° Adilson Reichert

- 10 de abr.
- 12 min de leitura
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Introdução: O Paradoxo do Rótulo que Inclui e Exclui
Há um paradoxo silencioso que se desenrola nos fóruns virtuais, nos consultórios e nas conversas de jovens adultos. De um lado, uma epidemia de autodiagnóstico de neurodivergência, alimentada por vídeos virais e listas de sintomas em plataformas como TikTok e Instagram, onde até 56% do conteúdo analisado contém informações incorretas ou imprecisas. De outro, pessoas reais com dificuldades sociais reais — dificuldades que talvez não tenham um nome clínico, mas que causam sofrimento real.
O que está em jogo não é apenas uma questão de precisão diagnóstica. É uma questão existencial. Por que alguém preferiria se identificar como autista a simplesmente aceitar que tem dificuldades sociais? Por que uma adolescente com ansiedade severa se convence de que tem TDAH, depressão, autismo, misofobia e agorafobia, recusando-se a aceitar o diagnóstico de ansiedade dos especialistas?
A resposta, este artigo argumenta, reside na necessidade fundamental de pertencimento — a mesma força que nos impulsiona a formar laços sociais, a buscar aprovação e a temer a rejeição. O autodiagnóstico de neurodivergência, em muitos casos, não é (apenas) um erro cognitivo. É uma estratégia de sobrevivência psicológica em uma modernidade líquida que dissolveu as antigas fontes de identidade.
Parte I: A Arqueologia do Pertencimento — Uma Necessidade Fundamental
1.1 Baumeister e Leary: A Fome de Vínculo como a Fome de Comida
Em 1995, os psicólogos Roy Baumeister e Mark Leary publicaram um artigo seminal que se tornaria um dos mais citados na psicologia social: "The need to belong: Desire for interpersonal attachments as a fundamental human motivation". Sua tese era simples e radical: a necessidade de pertencimento não é um desejo secundário ou um luxo cultural; é uma motivação fundamental, tão básica quanto a fome e a sede.
A evidência para esta tese é impressionante: seres humanos formam vínculos sociais prontamente sob a maioria das condições, resistem ativamente à dissolução de laços existentes, e experimentam consequências devastadoras quando excluídos. Estudos laboratoriais mostram que a exclusão social ativa as mesmas áreas cerebrais associadas à dor física, e pode levar a consequências como aumento da agressividade e redução da capacidade de ajudar os outros.
A necessidade de pertencimento, em termos evolutivos, é perfeitamente adaptativa. Nossos ancestrais que não conseguiam formar alianças não sobreviviam. O cérebro humano evoluiu para ser sensível à rejeição e para buscar aprovação como um detector de fumaça busca incêndios. O problema é que este detector, tão útil na savana, tornou-se hiperativo na sociedade contemporânea, onde a rejeição social é frequentemente simbólica, não física — mas dói tanto quanto.
1.2 Bauman e a Modernidade Líquida: A Identidade como Projeto Desesperado
Zygmunt Bauman, o sociólogo que cunhou o conceito de modernidade líquida, descreveu um mundo onde as estruturas sólidas que antes organizavam a vida — família, comunidade, trabalho vitalício, identidades fixas — se dissolveram em fluxos temporários e instáveis. Na modernidade líquida, a identidade não é herdada; é um projeto a ser construído e reconstruído — e este projeto é fonte de ansiedade perpétua.
Para Bauman, falar em "comunidade" na modernidade líquida é quase um anacronismo. O que temos são "comunidades de vestiário" — grupos efêmeros que servem a necessidades específicas por momentos, mas que não oferecem o pertencimento duradouro que a psique humana anseia. O indivíduo líquido transita de uma identidade para outra, de uma tribo para outra, sem nunca encontrar um chão firme.
Neste contexto, o diagnóstico psiquiátrico — ou o autodiagnóstico — oferece algo precioso: uma identidade fixa em um mundo fluido. "Sou autista" não é apenas uma declaração sobre cognição; é uma âncora em um mar de incertezas. É uma resposta à pergunta "quem sou eu?" que não depende do trabalho, da família, ou do status social — todos eles ameaçados pela liquidez.
Parte II: A Produção Diagnóstica — Quando o Rótulo Substitui a Experiência
2.1 A "Epidemia do Ser Diferente"
Pesquisadores contemporâneos têm chamado atenção para o fenômeno da "produção diagnóstica" — a busca ativa e a adoção de rótulos diagnósticos a partir de informações online, muitas vezes sem avaliação profissional. Este fenômeno, argumentam, é impulsionado pela crescente visibilidade da neurodiversidade, que é positiva em muitos aspectos, mas também pela falta de experiência genuína e pela intensa busca por identidade, especialmente entre a Geração Z.
O paradoxo é sutil. A massificação do tema neurodiversidade contribui para a aceitação e inclusão daqueles que verdadeiramente têm uma condição. Mas também cria um terreno fértil para que pessoas com dificuldades sociais, mas sem critérios diagnósticos completos, se apropriem de rótulos que não lhes pertencem.
2.2 A Epidemia de Desinformação nas Redes Sociais
Uma revisão sistemática da Universidade de East Anglia analisou mais de 5 mil postagens em redes sociais sobre saúde mental e neurodivergência. Os resultados são alarmantes: 52% dos vídeos sobre TDAH no TikTok eram imprecisos, e 41% dos conteúdos sobre autismo continham informações incorretas. O TikTok foi identificado como o ambiente com maior volume de desinformação, com algoritmos que favorecem conteúdos de alto engajamento em detrimento da precisão científica.
O problema vai além da desinformação em si. Jovens usam estas plataformas como fonte principal para entender sintomas e buscar possíveis diagnósticos. Este cenário pode levar à interpretação equivocada de comportamentos comuns como transtornos, atrasar diagnósticos corretos de quem realmente precisa de ajuda, reforçar estigmas, e dificultar a busca por tratamento adequado.
O caso da adolescente Erin Coleman é emblemático: após consumir conteúdos no TikTok, sua filha de 14 anos se convenceu de que tinha TDAH, depressão, autismo, misofobia e agorafobia. Após avaliação profissional, foi diagnosticada não com a longa lista de condições sobre as quais havia especulado, mas com ansiedade severa. A mãe relata: "Mesmo agora, ela nem sempre acha que os especialistas estão corretos". A identidade autoconstruída resiste ao diagnóstico profissional.
2.3 O Fenômeno da Sobrepotência (Overlap) e o Mimicry Social
Um dos grandes desafios clínicos contemporâneos é a sobreposição de sintomas entre diferentes condições. As dificuldades na interação social e a rigidez de pensamento, por exemplo, estão presentes no autismo, mas também no TDAH, no transtorno de ansiedade social, no transtorno obsessivo-compulsivo, e até em respostas adaptativas a traumas psicológicos.
O que torna o diagnóstico diferencial ainda mais complexo é o fenômeno do mimetismo social — a capacidade de aprender e imitar comportamentos que parecem "neurotípicos", mas que podem ser confundidos com a apresentação genuína de um transtorno. Uma pessoa com ansiedade social pode evitar contato visual e ter dificuldade em conversas, assim como uma pessoa autista — mas os mecanismos subjacentes são radicalmente diferentes.
Parte III: A Psicologia do Rótulo — Por que a Muleta é Tão Atraente
3.1 Winnicott e o Falso Self: A Máscara que se Torna Rosto
O pediatra e psicanalista Donald Winnicott desenvolveu o conceito de falso self para descrever uma estrutura defensiva que se forma quando o ambiente não acolhe o self verdadeiro. A pessoa aprende a apresentar uma versão de si que agrada, que se adequa, que sobrevive — mas esta versão não é quem ela realmente é.
O autodiagnóstico de neurodivergência pode funcionar como um falso self de segunda ordem. A pessoa não está apenas mascarando sua dificuldade social; está construindo uma identidade alternativa que explica a dificuldade e a legitima. "Não sou alguém que não sabe se relacionar; sou autista, e o autismo explica minha dificuldade." O rótulo não apenas descreve; ele protege — contra a vergonha, contra a culpa, contra a exigência de mudança.
Winnicott nos ensina que o falso self não é intrinsecamente patológico; é uma defesa necessária em certos contextos. O problema surge quando o falso self se torna o único self — quando a máscara cola no rosto e não há mais rosto por baixo. O autodiagnóstico, quando assumido como identidade exclusiva, corre o risco de se tornar este falso self: uma proteção que aprisiona.
3.2 Lacan e o Desejo do Outro: O Reconhecimento como Moeda de Troca
Jacques Lacan, o psicanalista francês, formulou a célebre sentença: "O desejo do homem é o desejo do Outro". O que isso significa? Que não desejamos autonomamente; desejamos o que o Outro (a sociedade, a cultura, o grupo de referência) nos ensina a desejar. E mais: desejamos ser desejados pelo Outro — ser reconhecidos, validados, incluídos.
O autodiagnóstico de neurodivergência, nesta perspectiva, é um desejo de reconhecimento. A pessoa não está apenas descrevendo sua experiência; está dizendo ao Outro: "Veja como sou diferente. Valide minha diferença. Inclua-me em sua comunidade de diferentes." O que está em jogo não é a precisão do rótulo, mas a oferta de pertencimento que ele promete.
Lacan também nos ensinou que o sujeito é constituído pela linguagem — e o diagnóstico é um ato de linguagem que inscreve o sujeito em uma categoria, em uma comunidade, em uma história. Ao dizer "sou autista", a pessoa não está apenas informando; está se criando através da fala. O risco, claro, é que esta criação seja uma prisão, não uma libertação.
3.3 Sartre e a Má-Fé: A Fuga da Responsabilidade
Jean-Paul Sartre, em O Ser e o Nada, descreveu o conceito de má-fé (mauvaise foi) como a tentativa de fugir da liberdade e da responsabilidade, tratando a si mesmo como objeto determinado em vez de como sujeito livre. O garçom que se comporta "como um garçom", em vez de como uma pessoa que está, naquele momento, trabalhando como garçom, está em má-fé: ele se reduz a um papel, a uma essência.
O autodiagnóstico de neurodivergência pode ser lido como uma forma de má-fé. "Não sou alguém que tem dificuldade de me relacionar; sou autista, e autistas são assim." A pessoa se transforma em objeto, em essência, em destino. A dificuldade social deixa de ser um problema a ser enfrentado e torna-se uma identidade a ser aceita. A liberdade de mudar — a liberdade que Sartre considerava a essência da condição humana — é sacrificada no altar do pertencimento.
3.4 Fromm e o Medo da Liberdade: A Submissão como Refúgio
Erich Fromm, em O Medo à Liberdade, argumentou que a liberdade conquistada na modernidade é ao mesmo tempo uma bênção e uma maldição. Livres das amarras da tradição, somos também responsáveis por nossa própria vida — e esta responsabilidade é assustadora. Muitos buscam refúgio na submissão a líderes, ideologias ou, no caso que nos interessa, a identidades fixas que lhes dizem quem são e o que devem fazer.
O autodiagnóstico de neurodivergência oferece este refúgio. Ele responde à pergunta "quem sou eu?" com uma resposta pronta. Ele oferece uma comunidade (a comunidade neurodivergente) e um código de conduta. Ele alivia a ansiedade da liberdade — mas ao preço de sacrificar a própria liberdade.
Parte IV: As Consequências — Quando a Muleta se Torna Cárcere
4.1 A Banalização Clínica e a Desvalorização do Diagnóstico
Uma das consequências mais graves do autodiagnóstico desenfreado é a banalização clínica — a diluição do significado do diagnóstico formal. Quando qualquer pessoa com dificuldade de concentração se autodenomina TDAH, e qualquer pessoa introvertida se autodenomina autista, o diagnóstico perde sua força discriminatória.
Isso prejudica aqueles que verdadeiramente têm a condição. O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação social, a interação e o comportamento desde a infância, variando em níveis de suporte. Reduzir esta condição complexa a "introversão" ou "interesses intensos" é uma forma de violência simbólica contra quem realmente sofre com as dificuldades do espectro.
4.2 A Romantização do Autismo e a Invisibilidade do Sofrimento
A romantização do autismo — a tendência a apresentá-lo como uma forma "alternativa" de ser, frequentemente associada a talentos especiais — é outro efeito colateral preocupante. A vida adulta para um autista não é tão simples ou "bonita" como muitos imaginam. Pelo contrário, pode ser desafiadora e angustiante, principalmente devido às demandas e pressões da vida adulta.
Ao romantizar o autismo, a cultura popular invisibiliza o sofrimento real: a sobrecarga sensorial, a dificuldade de encontrar emprego, o risco de relacionamentos abusivos, a solidão crônica. A muleta que deveria apoiar torna-se uma coroa de flores que pesa e sufoca.
4.3 O Atraso no Tratamento Adequado
Talvez a consequência mais grave do autodiagnóstico seja o atraso no tratamento adequado. A adolescente que se convence de que tem autismo pode passar anos sem tratar sua ansiedade severa, perdendo intervenções precoces que poderiam aliviar seu sofrimento. O homem que se identifica como TDAH pode recorrer à automedicação perigosa em vez de buscar uma avaliação completa que poderia revelar outra condição.
O problema não é o autoconhecimento. O problema é que o autodiagnóstico, ao fornecer uma resposta aparente, pode encerrar a investigação antes que ela realmente comece.
Parte V: Perspectivas Integrativas — Da Muleta ao Encontro
5.1 Neuropsicanálise: Escavando o Desejo por Trás do Rótulo
A abordagem neuropsicanalítica pode ajudar o indivíduo que se sente atraído pelo autodiagnóstico a:
Diferenciar entre a dificuldade social genuína e a necessidade de pertencimento que a amplifica.
Investigar as identificações inconscientes: que figuras na vida da pessoa encarnam a "diferença" que ela busca?
Elaborar o luto por uma identidade que não se concretizou, ou por uma comunidade que não se materializou.
Reconhecer a má-fé: onde o autodiagnóstico está servindo como fuga da responsabilidade?
Exercício: O Diário das Identificações
Liste as figuras (reais ou virtuais) com quem você se identifica.
Para cada uma, pergunte: o que elas têm que eu quero ter? O que elas são que eu quero ser?
Reflita: como estas identificações moldam seu desejo de pertencer a determinadas comunidades?
5.2 TCC: Questionando Crenças e Construindo Autoconhecimento
A Terapia Cognitivo-Comportamental pode ajudar a:
Identificar crenças disfuncionais sobre si mesmo, sobre os outros e sobre o diagnóstico.
Testar a realidade: quais evidências sustentam a autodiagnóstico? Quais a contradizem?
Desenvolver habilidades sociais específicas, independentemente de rótulos.
Construir uma identidade multifacetada que não dependa de um único rótulo.
Reestruturação cognitiva:
Crença Disfuncional | Reestruturação |
"Se sou autista, minha dificuldade social é explicada" | "Sua dificuldade pode ser explicada de outras formas; o diagnóstico não é a única fonte de validação" |
"Preciso de um rótulo para ser aceito" | "O pertencimento depende mais de como você se relaciona do que de como se rotula" |
"Minhas dificuldades são permanentes e imutáveis" | "Dificuldades podem ser trabalhadas; o rótulo não é uma sentença" |
"A comunidade neurodivergente é o único lugar onde pertenço" | "Pode haver múltiplas comunidades onde você pode encontrar acolhimento" |
5.3 Educação Social: Pertencimento sem Rótulo
A Educação Social pode contribuir para:
Criar espaços de pertencimento que não dependam de diagnósticos — grupos de interesse, comunidades de prática, associações de bairro.
Desnaturalizar a identidade diagnóstica, mostrando que o pertencimento pode ser construído de outras formas.
Questionar a lógica do consumo identitário: a tendência a "colecionar" rótulos como quem coleciona produtos.
Conclusão: A Muleta que Pode Ser Abandonada
O autodiagnóstico de neurodivergência não é um fenômeno simples. Em alguns casos, é uma ferramenta legítima de autoconhecimento, especialmente quando o acesso ao diagnóstico profissional é barrado por barreiras econômicas, geográficas ou culturais. Em outros casos, é uma expressão genuína de uma experiência que ainda não encontrou palavras.
Mas em muitos casos, argumenta este artigo, o autodiagnóstico é uma muleta — um apoio que permite ao indivíduo se mover no mundo social, mas que também o impede de aprender a andar sozinho. A muleta é útil enquanto a perna está quebrada; torna-se um obstáculo quando a perna já sarou.
A pergunta que cada pessoa deve fazer a si mesma é: este rótulo me ajuda a crescer, ou me mantém parado? Esta identidade me abre possibilidades, ou as fecha? Este pertencimento me acolhe, ou me aprisiona?
O desafio contemporâneo não é eliminar os rótulos — eles têm seu lugar. É aprender a habitar os rótulos sem ser habitado por eles. É usar a muleta enquanto necessário, e largá-la quando possível. É pertencer sem se perder no pertencimento.
Mensagem Final do Dr. Adilson Reichert
Ao longo de décadas de clínica, atendi muitas pessoas que chegaram ao consultório com um autodiagnóstico pronto — TDAH, autismo, altas habilidades. Algumas estavam certas; a maioria, não. Mas todas, sem exceção, estavam em busca de algo: uma explicação para sua dor, uma comunidade onde pertencessem, uma resposta para a pergunta "quem sou eu?".
Como Neuropsicanalista, sei que por trás da busca pelo rótulo há um desejo mais profundo — o desejo de ser visto, de ser validado, de ser incluído. A clínica é o espaço onde este desejo pode ser acolhido sem que precise se cristalizar em um diagnóstico.
Como Terapeuta Cognitivo-Comportamental, ofereço ferramentas para que meus pacientes possam testar suas hipóteses sobre si mesmos — não para invalidá-los, mas para ajudá-los a encontrar o caminho mais adequado para seu sofrimento.
Como Educador Social, lembro que o pertencimento é um direito, não um privilégio — e que uma sociedade saudável oferece múltiplas formas de pertencer, não apenas através de diagnósticos.
Na NeuropsiOnline, acreditamos que a mudança acontece quando nos permitimos ser quem somos — não quem um vídeo no TikTok nos diz que somos. Se você já se perguntou se seu autodiagnóstico é preciso, ou se o rótulo está ajudando ou atrapalhando — saiba que não precisa fazer essa jornada sozinho.
Um abraço,
Dr. Adilson Reichert
Neuropsicanalista Clínico, Terapeuta Cognitivo-Comportamental e Educador Social.
NeuropsiOnline. Onde a mudança acontece.
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Referências
Bauman, Z. (2003). Amor Líquido: Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos. Rio de Janeiro: Zahar.
Baumeister, R.F. & Leary, M.R. (1995). The need to belong: Desire for interpersonal attachments as a fundamental human motivation. Psychological Bulletin, 117(3), 497-529.
Fromm, E. (1941). O Medo à Liberdade. Rio de Janeiro: Zahar.
Lacan, J. (1966). Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
Lopes, G.C.D. & Marie, S. (2025). A Epidemia do “Ser Diferente”: Neurodivergência, Autodiagnóstico e o Risco da Banalização Clínica. Cognitionis, 8(2), e676.
Newton, A. et al. (2025). Rethinking self-identification in neurodivergent communities: barriers, harms, and the need for change. Frontiers in Child and Adolescent Psychiatry, 4, 1682129.
Ramos, A.S.P. (2025). Nem Tudo é Autismo: Um Ensaio Preocupado sobre os Desafios no Diagnóstico de Transtornos do Neurodesenvolvimento. Editora Científica.
Sartre, J-P. (1943). O Ser e o Nada. Petrópolis: Vozes.
Universidade de East Anglia (2026). TikTok e saúde mental: conteúdos da rede promovem desinformação. The Journal of Social Media Research.
Winnicott, D.W. (1960). O conceito de falso self. In O Ambiente e os Processos de Maturação. Porto Alegre: Artes Médicas.
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